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Pneus slicks

Uso tem pontos positivos e negativos.

Black Diamond

Preparação leve deixa o Focus 1.6 ágil e confiável para enfrentar trackday's, hot lap's e corridas de regularidade.

Superando Limites

Conheça a história de quem continuou curtindo velocidade apesar das dificuldades de ser um cadeirante.

Track day com carteirinha

Novas regras da CBA começam a valer em alguns Estados.

Parnelli Jones

Culhões do piloto americano que enfrentou o as 500 milhas de Indianápolis contra Jim Clark.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Track Day Cup Crazy For Auto 2015



Parece que o fantasma do pessimismo que a CBA colocou nos participantes e organizadores de Track Day por sua tentativa de oficialização da atividade ficaram no tempo.


2015 promete ser o ano com o maior número de eventos amadores até hoje. Só no ano de 2014 foram mais de 60 eventos entre pro-solo, hot lap, track day, time attack espalhados pelo Brasil.


A boa notícia já começa o primeiro Time Attack do ano, dia 18 de janeiro em Curitiba além disso os track day's e time attack's em São Paulo ganham fôlego com o recém anúncio do Track Day Cup organizado pelo Crazy For Auto.


O Track Day Cup terá 12 etapas e será realizado a princípio em 3 autódromos paulistas sendo 3 etapas no Autódromo de Interlagos, 8 etapas no Autódromo ECPA em Piracicaba e uma etapa no Autódromo Velo Citta em Mogi Guaçu. As datas serão confirmadas pela organização mas pelo menos temos uma prévia com 9 datas: 15/03, 26/04, 24/05, 21/06, 02/08, 20/09, 25/10, 22/11 e 13/12.

Apesar de contar com um calendário de etapas, o evento não perde seu caráter recreativo, afinal o único adversário real é o cronômetro.

Serão 3 categorias: TD (Tração Dianteira), TT (Tração Traseira) e AWD (All Wheel Drive). Os valores ainda não foram definidos mas esperamos que seja mantida a média do que foi praticado durante 2014.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Superando limites

Fabio Castellotti é apaixonado por velocidade, cheiro de pastilhas de freio queimadas, sua paixão começou com as motos mas no meio do caminho a história mudou um pouco devido a um acidente. Veja como ele contornou as próprias dificuldades e voltou a correr.


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Fabio Castellotti, tem 26 anos, começou cedo a curtir velocidade por conta própria. Não tinha ninguém na família para incentiva-lo como a maioria das crianças que curtem carro que no mínimo tem algum tio com aquele Gol GT cheirando alcool com bancos duros e uns dados de pelúcia pendurados no retrovisor. Com 11 anos, seu pai, conhecendo os desejos de garoto e com algum pouco juizo, deu de presente por “bom desempenho na escola sua primeira moto uma Yamaha DT 180. A moto era 1 ano mais velha que ele, depenada para trilha. 

        Dentro de um condomínio fechado com ruas de terra ele treinava andar com a DT e para sua sorte, perto de sua casa havia um circuito abandonado de motocross, o qual ele mesmo com uma pá e uma inchada, conseguiu reformar e por a moto p/ andar por la. De tanto treinar, nada mais comum do que o quadro da DT surrada quebrar algumas vezes nos pulos das mesas da pista. 

foto: arquivo pessoal
 

O pai de Fábio vendo a sua dedicação, resolveu pela segunda vez presentea-lo. Dessa vez com uma Honda CR 250R que apesar de bem surrada era uma evolução incontestável da DT. Possuia quadro de alumínio, 58cv contra singelos 16cv da DT com praticamente o mesmo peso ( 96kg da CR contra 102kg da DT). Com um equipamento melhor nas mãos ficou mais fácil de mostrar serviço para os grandes e ingressou na equipe de motocross da KTM, correndo por la durante 5 anos de muito barro. 
   
        Apesar da paixão pelo motocross, Fabio também gostava de “enrrolar o cabo”, teve também uma Suzuki GSX 750 e com 19 anos, a monstrinha Honda CBR1100XX com mais de 130cv. O lado do asfalto começou a seduzir também andando de kart.

        Montado na CBR ele sofreu um acidente aos 19 anos. Com os freios superaquecidos, tentou fazer uma curva mas não foi suficiente p/ salva-lo de uma queda. Ao chão, deslizando por cerca de 130 metros, ele e moto colidiram contra o guard rail por volta dos 140km/h. Milagres acontecem e o do Fabio foi sobreviver a essa pancada. Foram 12 horas de cirurgia e 1 mês de pós-operatório, quatro vértebras quebradas, 18 parafusos e mais quatro hastes. A lesão na coluna tirou seus movimentos nas pernas mas não a motivação. Morando sozinho em São Paulo, fazendo 14 horas por semana de fisioterapia, montou seu próprio negócio o http://www.utopiastore.com.br/ e começou a refazer a história.

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Longe do universo das motos a possibilidade de continuar com a adrenalina da velocidade nas veias surgiu em 2010 com seu Hyundai Azera.”Por conta da necessidade do carro não poder ter o pedal de embreagem para aplicar a adaptação, na época o Azera era o carro mais potente pelo preço no mercado brasileiro”, relata. Apenas 2 anos depois de seu acidente, a preocupação dos pais estava mais voltada à violência urbana do que a própria velocidade de um carro de 245cv com seu v6 3.3 de alumínio que apesar de um sedã de porte, leva o carro a 100km/h em 8.7 segundos e 225 de velocidade máxima segundo o fabricante. Para tranquilizar seus pais, Fabio blindou parte do Azera.


        Após a blindagem e a adaptação, a vontade de andar com o Azera ficou apagada e para tentar suprir seu vício em asfalto, viu a possibilidade de um kart adaptado mas que devido aos custos elevados de seu tratamento e terapia, acabou em segundo plano.

        De volta ao Azera, como seria deixar um sedã de grande porte, blindado, automático, adaptado, com cerca de 2.000kg, competitivo para dar umas voltas na pista?

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A suspensão foi recalibrada com mais carga em molas e amortecedores. Se por um lado o Azera é uma “banheira”, por outro, sua largura de 1,86 o deixa em um bom patamar para contornar curvas com velocidade. Rodas de 20 polegadas calçadas com pneus medida 245/40 para a rua e rodas de 18/8.5 polegadas com pneus Yokohama Advan Slicks 250/40. completam o conjunto aderente do carro. Escape, admissão e nitro foi o suficiente para elevar de respeitáveis 245cv para 380cv e 54 kgfm, “é um carro surpreendentemente gostoso de pilotar em circuitos”, afirma. Comparando o tempo de volta no Hot Lap em Limeira, a diferença entre o uso dos pneus radiais para os slick's foi de 4 segundos, 1:06 com o uso dos slicks contra 1:10 dos radiais.

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O Azera continuará como projeto além do seu propósito original que era de um carro para as ruas. Quem sabe logo mais aparecem duas turbinas para esse seis bocas coreanas.







        Hoje Castellotti usa o Azera no modo “civil” conduzindo-o pelas ruas e em modo “soviético”, participando de Track Day's e Hot Lap's enquanto não é possível retomar o sonho das competições. "Posso afirmar que mesmo a pratica amadora automobilística em track day's e provas de tempo com os pro-solos e hot laps, foram fundamentais para devolver minha auto estima, não estava em "depressão" antes de começar a praticar o esporte, mas hj encaro minha rotina com muito mais gosto e vontade de viver pq sei que no final da semana vou poder praticar aquilo que eu mais gosto" afirma Castellotti. 

       Toda a dificuldade de se adaptar forma de conduzir, pilotar e das adaptações nos carros da muito trabalho mas para ele, a oportunidade de retornar às pistas através dessas modalidades amadoras foi um prazer sem medida.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Trackday agora é "oficial"

Agora Trackday é oficial 

Novas regras desportivas e determinações técnicas são finalmente acertadas entre organizadores e CBA. Resta saber como serão os próximos passos mas a previsão de calendários oficiais e até novas modalidades animam tanto organizadores como a própria CBA.


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A polêmica intervenção da CBA nos track days surgiu em setembro desse ano, quando sem consultar quem pratica ou organizadores do evento, a CBA publicou um caderno técnico e de conduta como também é feito em competições.

Toda a indignação por conta de pilotos e organizadores foi devido às exigências de comissários e carteirinha de piloto, além dos pneus slick novos.

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Com o barulho feito após o anúncio público da CBA meter a mão nos trackdays, uma reunião entre organizadores e CBA foi convocada para o dia 19 de novembro passado, na qual 3 organizações de trackdays (Cronoesp – RS; Oktaneclub – RJ e Trackdayin – PR) compareceram para discutir as novas regras. A reunião foi então direcionada pelos organizadores de forma a minimizar o impacto que traria tanto financeiro aos organizadores e praticantes de trackday quanto desportivo.


Como era de se esperar, a CBA mal sabia o que era um track day e foi elucidada pelos organizadores com relação ao que já era praticado por eles nos campos de: segurança, estrutura e regras de contuta na pista.

 
foto: reprodução

A desculpa da CBA foi da homologação do trackday como esporte por motivos juridicos que não ficaram claros. Porém existe uma vantagem da qual os organizadores vão se aproveitar ano que vem que é a do calendário dos autódromos. Até o momento, os trackday's eram organizados em datas que sobravam dos campeonatos ou mesmo alguns time attack's com as horas que sobravam da pista. Com a homologação, haverá então um calendário de “provas” de trackday e os entusiastas não precisarão mais correr atras do cofre das moedinhas para fazer a inscrição de última hora.


Vamos ao que interessa:


Carteirinha de Piloto
Custo de R$ 50,00
Validade: 1 ano
Quem pode pedir: qualquer um mediante o pagamento da taxa.
Quem já é federado não precisa de uma nova carteirinha.


Pneus
Radiais – permitido o uso desde que esteja em bom estado.
Slicks – permitido o uso desde que esteja em bom estado.
Remolds – proibidos.



Carros
Continua valendo o bom senso sobre porte e estado de conservação. Carros com baixa serão aceitos.



Oficiais de prova
Diretor: indicado pela CBA e federações regionais.
Comissário desportivo: indicados pela CBA e federações regionais.
Comissário técnico: indicado pela organização.



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Os organizadores agora podem locar qualquer autódromo, algo que já vinha acontecendo devido ao nicho de mercado que se abriu. As competições regionais aos poucos perderam fôlego e o trackday começou a ajudar nos custos desses eventos e uma nova forma de renda para os autódromos.

De resto, continurá a mesma coisa. Através uma checagem rápida, a tendência de um trackday cheio com mais de 40 inscritos tende a ser reajustado cerca de R$180,00 de inscrição por carro. Esse valor pode ser abatido facilmente com novos patrocinadores aos eventos, afinal agora resta aproveitar a “oficialidade” dos trackday's para cada vez mais trazer entusiastas do automobilismo e não apenas encarecer as inscrições e sobrar para poucos abastados colocarem seus superesportivos na pista para algumas voltas.
As novas regras revisadas ainda não foram publicadas no site da CBA mas entram em vigor a partir de janeiro de 2015.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O barulho dos track days na mira da CBA



Ouça bem esse barulho e pense quantas vezes viu uma BMW M6 Frozen Black acelerando por ai. Pois é exatamente o barulho, a movimentação, o aumento da procura e dos eventos que chamaram a atenção da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) para os track day's.

Os primeiros burburinhos de track day que comecei a ouvir, datam de 2003 no Rio de Janeiro pelo pessoal da Racecars e Oktaneclub. Já tinha ouvido falar de algumas voltas no autódromo mas nada aberto para quem simplesmente tem carteira de motorista, um carro em condições boas (pneus, suspensão, freios) e pouco juízo. Sonhava com essa possibilidade desde as clássicas etapas anuais de Subida de Montanha no Pico do Jaraguá organizado pelo Automóvel Clube. A possibilidade de acelerar na pista me interessava muito, afinal, quando era pequeno sonhava com velocidade vendo o Senna arrebentando a galera no Autódromo de Interlagos.

Em 2007 aqui em SP aconteceu o primeiro Track Day NDA Racing. Era estranho pensar em tantos fatores como segurança, equipamentos e outras coisas que envolvem um carro em alta velocidade mas isso não é nem o começo. Eles sonhavam como eu também naquele momento, em tornar possível entrar na pista. Da para dizer que foi um sucesso e depois disso houveram muitas edições e sempre aperfeiçoadas. O formato de baterias por potência de carros, adesivos de identificação para os novatos, o briefing, a vistoria de luzes, pneus, vazamentos e também o acompanhamento nas primeiras voltas por quem já tinha alguma experiência, tornavam plenamente possível a realização de um evento com o máximo de segurança que podia ser dado aos condutores que simplesmente portavam a carteira B. Ainda o evento sempre foi acompanhado por duas ambulâncias com médicos e socorristas bem de perto além do experiênte Sr. Ernesto orientando os pilotos e dando punições aos exageros.



Ao longo desses anos, outros track day's começaram a ser organizados pelo Brasil. Curitiba, Londrina, Cascavel, Velo Park, Santa Cruz do Sul, Brasília, Goiânia, Caruaru, Fortaleza, São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Piracicaba, Indaiatuba. Só nessa lista são pelo menos outros 14 autódromos realizando esse tipo de evento. Além de outros eventos que voltaram a se movimentar como pro-solo, hot lap e novamente subidas de montanha que haviam se perdido no tempo.

O primeiro contato de um condutor que gosta de automobilismo com a pista transforma quase instantâneamente em um hábito. Não há como ficar inerte e normalmente a reação é a contagem regressiva para o próximo evento o quanto antes.


O track day também abre portas para esses motoristas se envolverem com automobilismo como é o caso de Carlos Gomes que montou seu 147 para andar em track day e hoje corre na Classicos de Competição, ou Plautos Lins que começou andando com seu Polo GTI e acabou na Copa Mini-Challenger.



Também como já foi constatado por todos os organizadores, acidentes acontecem mas com baixa frequência nos track day's. Afinal, cada um está usando normalmente seu carro do dia-a-dia. Imagina o maridão chegando com o seu Voyage para a esposa falando que deu uma raladinha no domingo numa barreira de pneus, dentro do autódromo. É para dormir no sofá até a próxima era glacial. Sendo também constatado que não houve uma única vez algum acidente com vítmas fatais.

(foto - reprodução vrum)


Outra vantagem dos track day's é que eles começaram em alguns lugares, de certa forma a subsidiar os valores para os campeonatos regionais, dos quais já alugavam a pista para o dia completo mas usavam apenas uma parte. Os track day's começaram a ocupar o espaço restante. Com uma inscrição de baixo valor, isso já ajudava a dar uma sobrevida aos campeonatos de Marcas e Pilotos pelo Brasil afora.

Mas se há tantas vantagens na realização de um track day. Por que tanto barulho com a nova resolução da CBA sobre estes eventos?

O regulamento está no site da CBA. Pode ser acessado diretamente neste link.

Aqui vou colocar minha opinião pessoal sobre cada trecho do regulamento imposto pela CBA.


O track day já possui regras comuns de conduta como não ultrapassar em curvas, não disputar posições, afinal, não existe posição, não é uma corrida. Mas também fica aberto ao fato da CBA direcionar esse regulamento a eventos realizados por: CBA, FAU e Clubes.
Se você não for nenhum desses 3, esteja com o regulamento impresso quando organizar um evento como este.


Essa parte é onde as coisas começam a ficar polêmicas. Afinal, qual a razão de uma cédula desportiva em um evento que a única exigência na prática da condução é a CNH? Isso ainda não foi esclarecido pela CBA. Afinal, será como fazer uma carteirinha para alugar um filme na locadora ou uma filiação onde os usuários possuem algumas vantagens como descontos ou livre acesso? Lembrando que o Autódromo não é um clube, o espaço é locado por um organizador e este pode desde fazer shows de sertanejo como realizar uma corrida do WTCC.

O subtópico 2.1 é o que já é feito. No 2.2, acredito que exista aquela preocupação que falei no outro parágrafo do marido pegar o carro da esposa para dar uma volta e chegar com os pneus dissolvidos. Mas não é de toda ruim, você pode usar o carro da sua esposa desde que ela te autorize. O subtópico 2.3 também já é feito comumente.


Outro trecho bem polêmico. O comissário normalmente é o próprio organizador ou indicado por ele, afinal, ninguem aluga uma quadra para jogar futebol depois do trabalho e tem que se preocupar com a contratação de um juiz da CBF. Normalmente o cargo é ocupado pelo cara que não é tão bom jogador mas é muito chato com regras. Os outros desígnios também são ocupados e indicados pela organização do evento. Sinalização também sempre foi feita. Lembrando que track day não é uma prova ou corrida.
A questão principal neste ponto é que essa contratação de profissionais indicados pela FAU, aumentam os custos do evento. 
Novamente voltando ao futebol depois do trabalho. Imagina como seria se toda vez que fosse jogar uma "pelada" com os amigos tivesse que dividir entre eles os custos do aluguel da quadra e a contratação de um juiz e dois bandeirinhas contratados e indicados pela CBF. Fora os custos pessoais, chuteira, uniforme, etc. A galera simplesmente trocaria o futebol por uma partida de Fifa no play 4.


Destes pontos (4, e 5), não há novidade, já que eles são executados por todos os organizadores de track day. Tanto a orientação aos pilotos quanto às vistorias neste caso designadas ao comissário técnico.


Juntei o começo do ítem 6 ao final do documento para ficar mais fácil de visualizar mas podem conferir junto ao original no link que postei. 
O ítem 6 também gerou certa polêmica pois, na prática dos track day's, é comum a troca de pneus radiais por pneus slick pois como os carros são de rua, não possuem cambagem nem peso ideais para o uso em pista. Vontando ao caso do futebol, é como jogar futebol de chinelo, os radiais se desgastam prematuramente e possuem um grip baixo. O uso dos pneus slick atenua o problema do desgaste e do grip mas como o track day é apenas um evento recreativo, os praticantes compram jogos de pneus usados que são descartados por equipes de corrida.
Mas fica difícil defender a premissa da norma que diz que o uso de pneus slick só serão permitidos se estes forem novos e no caso dos radiais, bastam estar em bom estado. Voltando ao futebol, é como se para cada partida da "pelada" fosse exigido um par de chuteiras Puma novas.

Existe o receio destas regras inviabilizarem os track day's devido ao grande aumento de custos para a realização da prática. Este impacto não seria sofrido apenas por quem pratica mas também pelas próprias federações, já que como citei, os track day's dividem com as categorias muitas vezes os custos dos eventos que hoje pouco tem de onde tirar recursos.

Resta saber qual será o próximo passo a ser dado tanto pelos organizadores de track day como pelas federações e CBA para que haja um concenso.

Alguns praticantes organizaram um abaixo assinado para ser entregue à CBA para a revisão ou mesmo desconsideração das novas regras impostas pela entidade máxima do automobilismo no Brasil. Para assinar, clique aqui.


Também está sendo organizado uma petição e um abaixo assinado físico para que antes de aplicadas as novas medidas, sejam pelo menos discutidas entre organizadores e a CBA. O documento ficará na oficina Way Motorsports quem quiser fazer parte do abaixo assinado, a oficina fica localizada na Rua Itaqueri, 1268 - Mooca, São Paulo, telefone 011 2506-3230. O abaixo assinado pode ser acessado neste link.



Não vamos desistir!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Track Day no Ceará - Julho 2014

24 de agosto acontece mais um Track Day ETF Racing.
Inscrições: R$ 250,00 
na loja Fort Race - Av. Engenheiro Santana Jr., 816
Informações: http://facebook.com/etfracing
Telefone:  85 8800 1879

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