Novas regras desportivas e determinações técnicas são finalmente acertadas entre organizadores e CBA. Resta saber como serão os próximos passos mas a previsão de calendários oficiais e até novas modalidades animam tanto organizadores como a própria CBA.
Toda a indignação por conta de pilotos e organizadores foi devido às exigências de comissários e
carteirinha de piloto, além dos pneus slick novos.
Com
o barulho feito após o anúncio público da CBA meter a mão nos
trackdays, uma reunião entre organizadores e CBA foi convocada para
o dia 19 de novembro passado, na qual 3 organizações de trackdays
(Cronoesp – RS; Oktaneclub – RJ e Trackdayin – PR) compareceram
para discutir as novas regras. A reunião foi então direcionada
pelos organizadores de forma a minimizar o impacto que traria tanto
financeiro aos organizadores e praticantes de trackday quanto
desportivo.
Como era de se
esperar, a CBA mal sabia o que era um track day e foi elucidada pelos
organizadores com relação ao que já era praticado por eles nos
campos de: segurança, estrutura e regras de contuta na pista.
A
desculpa da CBA foi da homologação do trackday como esporte por motivos juridicos que não ficaram claros. Porém existe uma
vantagem da qual os organizadores vão se aproveitar ano que vem que
é a do calendário dos autódromos. Até o momento, os trackday's
eram organizados em datas que sobravam dos campeonatos ou mesmo
alguns time attack's com as horas que sobravam da pista. Com a
homologação, haverá então um calendário de “provas” de
trackday e os entusiastas não precisarão mais correr atras do cofre
das moedinhas para fazer a inscrição de última hora.
Vamos
ao que interessa:
Carteirinha
de Piloto Custo
de R$ 50,00 Validade:
1 ano Quem
pode pedir: qualquer um mediante o pagamento da taxa. Quem já é federado não precisa de uma nova carteirinha.
Pneus Radiais
– permitido o uso desde que esteja em bom estado. Slicks
– permitido o uso desde que esteja em bom estado. Remolds
– proibidos.
Carros Continua
valendo o bom senso sobre porte e estado de conservação. Carros com
baixa serão aceitos.
Oficiais
de prova Diretor:
indicado pela CBA e federações regionais. Comissário
desportivo: indicados pela CBA e federações regionais. Comissário
técnico: indicado pela organização.
Os
organizadores agora podem locar qualquer autódromo, algo que já
vinha acontecendo devido ao nicho de mercado que se abriu. As
competições regionais aos poucos perderam fôlego e o trackday
começou a ajudar nos custos desses eventos e uma nova forma de renda
para os autódromos.
De
resto, continurá a mesma coisa. Através uma checagem rápida, a
tendência de um trackday cheio com mais de 40 inscritos tende a ser reajustado cerca de R$180,00 de inscrição por carro. Esse
valor pode ser abatido facilmente com novos patrocinadores aos
eventos, afinal agora resta aproveitar a “oficialidade” dos
trackday's para cada vez mais trazer entusiastas do automobilismo e
não apenas encarecer as inscrições e sobrar para poucos abastados
colocarem seus superesportivos na pista para algumas voltas. As novas regras revisadas ainda não foram publicadas no site da CBA mas entram em vigor a partir de janeiro de 2015.
Ouça bem esse barulho e pense quantas vezes viu uma BMW M6 Frozen Black acelerando por ai. Pois é exatamente o barulho, a movimentação, o aumento da procura e dos eventos que chamaram a atenção da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) para os track day's.
Os primeiros burburinhos de track day que comecei a ouvir, datam de 2003 no Rio de Janeiro pelo pessoal da Racecars e Oktaneclub. Já tinha ouvido falar de algumas voltas no autódromo mas nada aberto para quem simplesmente tem carteira de motorista, um carro em condições boas (pneus, suspensão, freios) e pouco juízo. Sonhava com essa possibilidade desde as clássicas etapas anuais de Subida de Montanha no Pico do Jaraguá organizado pelo Automóvel Clube. A possibilidade de acelerar na pista me interessava muito, afinal, quando era pequeno sonhava com velocidade vendo o Senna arrebentando a galera no Autódromo de Interlagos.
Em 2007 aqui em SP aconteceu o primeiro Track Day NDA Racing. Era estranho pensar em tantos fatores como segurança, equipamentos e outras coisas que envolvem um carro em alta velocidade mas isso não é nem o começo. Eles sonhavam como eu também naquele momento, em tornar possível entrar na pista. Da para dizer que foi um sucesso e depois disso houveram muitas edições e sempre aperfeiçoadas. O formato de baterias por potência de carros, adesivos de identificação para os novatos, o briefing, a vistoria de luzes, pneus, vazamentos e também o acompanhamento nas primeiras voltas por quem já tinha alguma experiência, tornavam plenamente possível a realização de um evento com o máximo de segurança que podia ser dado aos condutores que simplesmente portavam a carteira B. Ainda o evento sempre foi acompanhado por duas ambulâncias com médicos e socorristas bem de perto além do experiênte Sr. Ernesto orientando os pilotos e dando punições aos exageros.
Ao longo desses anos, outros track day's começaram a ser organizados pelo Brasil. Curitiba, Londrina, Cascavel, Velo Park, Santa Cruz do Sul, Brasília, Goiânia, Caruaru, Fortaleza, São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Piracicaba, Indaiatuba. Só nessa lista são pelo menos outros 14 autódromos realizando esse tipo de evento. Além de outros eventos que voltaram a se movimentar como pro-solo, hot lap e novamente subidas de montanha que haviam se perdido no tempo.
O primeiro contato de um condutor que gosta de automobilismo com a pista transforma quase instantâneamente em um hábito. Não há como ficar inerte e normalmente a reação é a contagem regressiva para o próximo evento o quanto antes.
O track day também abre portas para esses motoristas se envolverem com automobilismo como é o caso de Carlos Gomes que montou seu 147 para andar em track day e hoje corre na Classicos de Competição, ou Plautos Lins que começou andando com seu Polo GTI e acabou na Copa Mini-Challenger.
Também como já foi constatado por todos os organizadores, acidentes acontecem mas com baixa frequência nos track day's. Afinal, cada um está usando normalmente seu carro do dia-a-dia. Imagina o maridão chegando com o seu Voyage para a esposa falando que deu uma raladinha no domingo numa barreira de pneus, dentro do autódromo. É para dormir no sofá até a próxima era glacial. Sendo também constatado que não houve uma única vez algum acidente com vítmas fatais.
(foto - reprodução vrum)
Outra vantagem dos track day's é que eles começaram em alguns lugares, de certa forma a subsidiar os valores para os campeonatos regionais, dos quais já alugavam a pista para o dia completo mas usavam apenas uma parte. Os track day's começaram a ocupar o espaço restante. Com uma inscrição de baixo valor, isso já ajudava a dar uma sobrevida aos campeonatos de Marcas e Pilotos pelo Brasil afora.
Mas se há tantas vantagens na realização de um track day. Por que tanto barulho com a nova resolução da CBA sobre estes eventos?
O regulamento está no site da CBA. Pode ser acessado diretamente neste link.
Aqui vou colocar minha opinião pessoal sobre cada trecho do regulamento imposto pela CBA.
O track day já possui regras comuns de conduta como não ultrapassar em curvas, não disputar posições, afinal, não existe posição, não é uma corrida. Mas também fica aberto ao fato da CBA direcionar esse regulamento a eventos realizados por: CBA, FAU e Clubes.
Se você não for nenhum desses 3, esteja com o regulamento impresso quando organizar um evento como este.
Essa parte é onde as coisas começam a ficar polêmicas. Afinal, qual a razão de uma cédula desportiva em um evento que a única exigência na prática da condução é a CNH? Isso ainda não foi esclarecido pela CBA. Afinal, será como fazer uma carteirinha para alugar um filme na locadora ou uma filiação onde os usuários possuem algumas vantagens como descontos ou livre acesso? Lembrando que o Autódromo não é um clube, o espaço é locado por um organizador e este pode desde fazer shows de sertanejo como realizar uma corrida do WTCC.
O subtópico 2.1 é o que já é feito. No 2.2, acredito que exista aquela preocupação que falei no outro parágrafo do marido pegar o carro da esposa para dar uma volta e chegar com os pneus dissolvidos. Mas não é de toda ruim, você pode usar o carro da sua esposa desde que ela te autorize. O subtópico 2.3 também já é feito comumente.
Outro trecho bem polêmico. O comissário normalmente é o próprio organizador ou indicado por ele, afinal, ninguem aluga uma quadra para jogar futebol depois do trabalho e tem que se preocupar com a contratação de um juiz da CBF. Normalmente o cargo é ocupado pelo cara que não é tão bom jogador mas é muito chato com regras. Os outros desígnios também são ocupados e indicados pela organização do evento. Sinalização também sempre foi feita. Lembrando que track day não é uma prova ou corrida.
A questão principal neste ponto é que essa contratação de profissionais indicados pela FAU, aumentam os custos do evento.
Novamente voltando ao futebol depois do trabalho. Imagina como seria se toda vez que fosse jogar uma "pelada" com os amigos tivesse que dividir entre eles os custos do aluguel da quadra e a contratação de um juiz e dois bandeirinhas contratados e indicados pela CBF. Fora os custos pessoais, chuteira, uniforme, etc. A galera simplesmente trocaria o futebol por uma partida de Fifa no play 4.
Destes pontos (4, e 5), não há novidade, já que eles são executados por todos os organizadores de track day. Tanto a orientação aos pilotos quanto às vistorias neste caso designadas ao comissário técnico.
Juntei o começo do ítem 6 ao final do documento para ficar mais fácil de visualizar mas podem conferir junto ao original no link que postei.
O ítem 6 também gerou certa polêmica pois, na prática dos track day's, é comum a troca de pneus radiais por pneus slick pois como os carros são de rua, não possuem cambagem nem peso ideais para o uso em pista. Vontando ao caso do futebol, é como jogar futebol de chinelo, os radiais se desgastam prematuramente e possuem um grip baixo. O uso dos pneus slick atenua o problema do desgaste e do grip mas como o track day é apenas um evento recreativo, os praticantes compram jogos de pneus usados que são descartados por equipes de corrida.
Mas fica difícil defender a premissa da norma que diz que o uso de pneus slick só serão permitidos se estes forem novos e no caso dos radiais, bastam estar em bom estado. Voltando ao futebol, é como se para cada partida da "pelada" fosse exigido um par de chuteiras Puma novas.
Existe o receio destas regras inviabilizarem os track day's devido ao grande aumento de custos para a realização da prática. Este impacto não seria sofrido apenas por quem pratica mas também pelas próprias federações, já que como citei, os track day's dividem com as categorias muitas vezes os custos dos eventos que hoje pouco tem de onde tirar recursos.
Resta saber qual será o próximo passo a ser dado tanto pelos organizadores de track day como pelas federações e CBA para que haja um concenso.
Alguns praticantes organizaram um abaixo assinado para ser entregue à CBA para a revisão ou mesmo desconsideração das novas regras impostas pela entidade máxima do automobilismo no Brasil. Para assinar, clique aqui.
Também está sendo organizado uma petição e um abaixo assinado físico para que antes de aplicadas as novas medidas, sejam pelo menos discutidas entre organizadores e a CBA. O documento ficará na oficina Way Motorsports quem quiser fazer parte do abaixo assinado, a oficina fica localizada na Rua Itaqueri, 1268 - Mooca, São Paulo, telefone 011 2506-3230. O abaixo assinado pode ser acessado neste link.
Infelizmente chegou o fim de mais uma categoria divertida do automobilismo brasileiro. A BMW anunciou o fim da Mini Challenge Cup. Segundo a montadora, o objetivo de destacar o modelo e apontar seus atributos esportivos foi alcançado.
A temporada 2012 do MINI Challenge foi encerrada no dia 21 de outubro, no circuito de Curitiba (PR). O título foi conquistado na etapa anterior, em Tarumã (RS), pelo gaúcho Vitor Genz. Antes, em 2010 e 2011, o campeão havia sido o baiano Patrick Gonçalves.“Os objetivos em demonstrar a esportividade e performance da marca MINI foram plenamente atingidos.”, disse Paulo Manzano, novo Diretor da MINI. “Agora com o crescimento da família MINI: MINI Roadster e MINI Paceman nossa proposta é investir em outra plataforma de marketing, que pode ou não ser ligada diretamente ao automobilismo esportivo, mas que certamente terá como objetivo trazer maior benefício para o nosso público e admiradores da marca”, completa.
Ou seja, se querem apontar um culpado pelo fim da Mini Challenge, pode escolher o novo diretor da MINI Paulo Manzano.
Na Argentina a Mini Challenge continua... Como sempre, o Brasil é a terra do futebol e mais nada, infelizmente.
Teoricamente, no Brasil, domingo de manhã é dia de futebol com os amigos mas existem algumas excessões. Alguns não são tão bons com uma bola no pé, outros preferem ficar assistindo corrida de F1 ou lavar o carro.
Você tem amigos que gostam de carros... Ok, vamos todos nos juntar e dar uma volta. Alguns grupos marcam viagens com estradas de contornos bonitos como vemos no caminho para Campos do Jordão, no interior paulista. Outros grupos preferem encontros em postos de gasolina de estradas para curtir o asfalto quente e máquinas queimando o asfalto a 120km/h.
O que sobra então para quem não curte tanto futebol, gosta de carros mas preferiria algo mais dinâmico que uma volta na estrada? Track day é uma alternativa, mas um tanto onerosa devido ao rigor que o equipamento é exigido, tudo deve ser muito bem revisado. No futebol de domingo com os amigos, existe quem prefira o salão em vez do society pois além de mais dinâmico, exige um esforço e condicionamento físico menor devido às proporções reduzidas da quadra e a facilidade de rolar a bola. Essa relação também pode ser aplicar na comparação entre track day e pro solo. Em uma pista de feita com cones dentro do estacionamento da UNIP em Limeira, carros de 60 a 500 cavalos dividiram suas participações e tempos. O pro solo é uma modalidade praticada com frequência nos Estados Unidos onde mesmo o campeonato amador, já se tornou algo sério e reconhecido como pode ser conferido no vídeo abaixo.
Tudo bem que esse é o nivel master plus advanced do que se conhece como pro solo. Nos Estados Unidos existe como competição e o espaço disponível é muito maior mas tudo tem um início e essa é a idéia de Fábio Machado de Campo que organizou o evento em Limeira. O evento contabilizou 31 participantes e as voltas foram completadas entre 27 e 35 segundos. A sequência de curvas e o espaço da pista não permitia grande vantagem para os carros musculosos como o Ford Mustang presente no evento frente ao Fiat 500 por exemplo. Neste formato divertido, todos precisam de muita habilidade, tanto para enfrentar a estreita pista utilizando um Nissan 370z quanto quem andou com um limitado Ford Escort CHT. Nessa comparação, vocês vão poder conferir quem ficou à frente nos tempos, logo abaixo.
Para baixar o tempo, vale-se tanto da habilidade quanto da criatividade. O ganhador na categoria tração dianteira, a mais disputada do evento, Ricardo Gouveia, utilizou um Chevrolet Corsa 1.6 com motor original de 92 cavalos e uma mistura de molas de mais carga e pneus slick apenas na dianteira. A habilidade junto com a criatividade lhe rendeu 700 milésimos frente ao segundo colocado, também com um Chevrolet Corsa mas com motor 1.8 de Vinícius Lira.
O melhor tempo do dia foi de Thiago Vaz com um Subaru WRX que mostrou grande habilidade em contornar os cotovelos criados na pista e cravou 27.7 segundos contra o segundo colocado nos tempos gerais que foi Ricardo Gouveia com 28.3 segundos.
Confira a classificação deste domingo: FWD
1° Lugar – Ricardo Gouveia - Corsa – 28,362
2° Lugar - Vinicius Lira - Corsa -29,110
3° Lugar - Arthur Petri - Fiat 500 – 29,179
4° Lugar - Fernando Moreno (Babu) – GM Tigra – 29,200
5° Lugar - Daniel Borghi Pita - CIVIC Si – 29,388
6° Lugar – Pablo Foch – Corsa – 29,640
7° Lugar – Leo Ceregatti – Civic – 29,949
8° Lugar -Estevam Cavazin - Escort – 30,140
9° Lugar – Lucas Kira – Courier – 30,146
10° Lugar – Cleber Lusvordes – Ka Sport – 30,247
11° Lugar – Diego RIbeiro Borges – Fiesta sedan – 30,313
12° Lugar – Pedro Henrique de Almeida – corsa sedan – 30,340
13° Lugar – Rafael Micheski – Uno 1.0 – 30,460
14° Lugar - Eduardo Rimoli - Colt GTi – 30,480
15° Lugar – André Atsushi Kusano – Nissan Setra SR – 30,839
16° Lugar – Artur – Vectra – 30,930
17° Lugar – Fernando de Almeida Martins – Palio 1.0 – 30,931
18° Lugar – Renato Ghetti Tanan- Honda Civic – 31,000
20° Lugar – Rafael Sakai Gomes Pires – GM Prisma – 31,209
21° Lugar – Diogo Amorim – Honda Fit – 31,243
22° Lugar – Vinicius Bachani Tarifa – Fiesta 1.6 – 31,727
23° Lugar – Márcio Murta Silva – Palio Essence – 32,332
24° Lugar – Mario Alberto Tresler – Parati 1.0 16V – 35,239
AWD
1° Lugar – Thiago Vaz – Subaru WRX – 27,780
2° Lugar – Fábio Lucas – Subaru SW – 29,760
3° Lugar – Clerisson – Subaru GL 4×4 – 32,373
RWD
1° Lugar – Felipe Nasc – Porsche Boxster S- 30,378
2° Lugar – Gabriel Rodrigues – Mustang – 31,589
3° Lugar – Lucas Flex – BMW 325 T. – 33,210
4° Lugar – Neto – 370Z Nismo – 33,526
Copa
Peugeot: Etapa de domingo repete vencedores no Vale do Paraíba
Texto/fotos: divulgação Peugeot
Rafael
Túlio e Gilvan Jablonski foram os mais rápidos na categoria 207 Super, a
principal do evento. Já Rodrigo Melo e Pedro Eurico venceram na 207 Master. Os
ganhadores do domingo na 206 foram diferentes, mas a etapa terminou com Pimentel
e Osternack na frente na soma dos dois dias de competição
Fabio
Davini / Peugeot Sport - Clecio
Maestrilli e Sandro Maestrilli
O
segundo dia de disputas do Rali do Vale do Paraíba, realizado neste fim de
semana por estradas das regiões de São José dos Campos, Jambeiro e Caçapava
(SP), terminou no início da tarde deste domingo (5) de forma muito parecida com
o dia anterior. Duas das três duplas mais bem colocadas nas três categorias em
disputa foram as mesmas que fecharam o sábado com os melhores tempos, um
resultado que provocou mudanças significativas no campeonato.
Rafael
Túlio e Gilvan Jablonski foram novamente os mais rápidos na categoria 207 Super,
a principal do evento. Rodrigo Melo e Pedro Eurico venceram mais uma na 207
Master, enquanto Hugo Alves e Kaique Bentivoglio foram os primeiros na 206. O
segundo dia do Rali do Vale do Paraíba repetiu as especiais de sábado,
totalizando 50km de trechos cronometrados e quase 170km de deslocamentos entre o
Parque de Apoio, o início propriamente dito de cada trecho cronometrado - e o
apoio remoto montado na simpática praça central de Jambeiro, município da região
com cerca de 6 mil habitantes.
Depois de abandonar as duas provas
realizadas há cerca de dois meses em Poços de Caldas (MG), Rafael Túlio e Gilvan
Jablonski reverteram o resultado e conquistaram duas vitórias no Vale do
Paraíba. Não por acaso, as principais características das estradas que sediaram
o rali deste fim de semana - piso liso e grande incidência de curvas - são as
que mais agradam a Rafael Túlio, pentacampeão da categoria.
"Essa prova
foi difícil e muito técnica. Conseguimos fazer um levantamento legal e
imprimimos um ritmo bom, apesar de eu ter cometido um pequeno erro no sábado. No
domingo fizemos tudo certo e o resultado não poderia ter sido melhor", disse
Túlio.
Para o navegador Jablonski, os resultados obtidos no Vale do
Paraíba mantiveram a dupla na disputa pelo título do campeonato apesar do duplo
abandono nas etapas de Poços de Caldas. "Tínhamos ficado muito para trás na
classificação e, como o campeonato deste ano não tem descarte, temos que chegar
bem em todas as provas que restam", declarou.
Com os resultados deste fim
de semana, o piloto paranaense e o navegador de Santa Catarina passaram a somar
48 pontos no campeonato. Eles subiram da terceira para a segunda posição na
tabela, e diminuíram de 20 para 14 pontos a diferença que os separa dos líderes.
Os primeiros colocados na 207 Super ainda são Fabio Dall Agnol e Gabriel
Morales, que terminaram o Rali do Vale do Paraíba com um terceiro e um segundo
lugares.
Recuperação na 207 Master - Se para Rafael Túlio correr
nas estradas de Jambeiro e Caçapava foi como "jogar em casa", a dupla Rodrigo
Melo e Pedro Eurico se surpreendeu com as duas vitórias obtidas no fim de
semana. Fã de etapas como a de Poços de Caldas, mais travadas e realizadas em
circuitos fechados, Melo admite que pisos lisos como o do Vale do Paraíba não
estão entre os seus preferidos.
"Estou começando a pegar a mão desse tipo
de pista e isso é importante para o campeonato, pois enfrentaremos condição
parecida na etapa de Blumenau, a última do ano", declarou Melo. Foi em Poços que
o piloto e o navegador brasilienses venceram pela primeira vez no ano e
iniciaram sua recuperação no campeonato depois de um duplo abandono na etapa de
São Carlos.
"O campeonato está muito legal e competitivo. Nas especiais
deste domingo tivemos mais três duplas que apareceram na briga pelos melhores
tempos, e é muito gratificante disputar um campeonato em que todos andam muito
próximos", declarou o piloto. "Uma dupla se adapta mais a uma especial, perde
tempo em outra, e ao longo da prova vai achando o seu melhor. Hoje só garantimos
a vitória no último trecho cronometrado, quando parti para o tudo o nada. Acabou
dando certo", acrescentou Melo.
Com três vitórias nas quatro últimas
provas da Copa Peugeot de Rally, os brasilienses passaram a somar 46 pontos no
campeonato e subiram da sexta para a segunda colocação.
"Começamos um
pouco desconcentrados no sábado e, logo na primeira especial, cometemos um erro
que nos custou 18 segundos. Conseguimos a vitória, mas durante a noite sentamos
para analisar o que poderia ser melhorado para domingo. Com isso, minha
navegação começou a bater de forma mais certa com as referências e os tempos
começaram a baixar. Na última especial do dia, conseguimos a vantagem que nos
deu a vitória", acrescentou Pedro Eurico.
A liderança na 207 Master é da
dupla Júnior Siqueira/KZ Morales. Com com os resultados obtidos em São José dos
Campos (um segundo e um quinto lugares), eles subiram da terceira para a
primeira posição com 49 pontos, somente três a mais que os vice-líderes Melo e
Eurico.
Líderes ampliam vantagem - Se na 207 Super e na 207 Master
a etapa de São José dos Campos serviu como oportunidade de recuperação para
duplas que haviam sofrido quebras nas rodadas de São Carlos e Poços de Caldas,
na categoria 206 foram os líderes do campeonato que brilharam nos cerca de 100km
de especiais da rodada.
Vencedores da prova do sábado, Jean Pimentel e
Thiago Osternack ficaram em terceiro neste domingo, e foram os maiores
pontuadores da categoria neste fim de semana. Hugo Alves e Kaique Bentivoglio
venceram a etapa deste domingo e ficaram em segundo na soma geral dos pontos
obtidos nos dois dias de disputas em São José dos Campos.
"Estamos
felizes porque nossa estratégia de corrida tem dado certo. Além da boa
preparação do carro e do trabalho da equipe, estamos conseguindo um desempenho
pessoal muito bom. Estamos correndo muito concentrados e com isso os resultados
estão aparecendo", comentou Pimentel.
A dupla paranaense vai correr em
casa na próxima etapa da Copa Peugeot de Rally, que será disputada nos dias 20 e
21 de outubro em Ponta Grossa (PR).
"Sempre é bom correr em casa, tem um
gosto diferente. E, com certeza, o Parque de Apoio vai estar mais cheio para a
gente, já que correremos perto dos amigos e da família", emendou
Osternack.
Com as duas vitórias deste fim de semana, Jean e Thiago
passaram a somar 59 pontos no campeonato e abriram oito de vantagem para os
segundos colocados, Hugo Alves e Kaique Bentivoglio (51).
Reta final -
Restam quatro provas (divididas em duas etapas duplas) para o encerramento
da temporada de 2012 da Copa Peugeot de Rally. Depois de Ponta Grossa, a
categoria desembarca em Blumenau nos dias 01 e 02 de dezembro. Veja como
terminou o rali deste fim de semana no Vale do Paraíba, e como ficou o
campeonatos após três etapas:
Fabio
Davini / Peugeot Sport - Rodrigo
Melo e Pedro Eurico
Fabio
Davini / Peugeot Sport - Hugo
Alves e Kaique Bentivoglio
Fabio
Davini / Peugeot Sport - Jean
Pimentel e Thiago Osternack
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